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Noite lagartense no concurso de poesia de Penedo

Noite lagartense no concurso de poesia de Penedo
abril 24
12:53 2014

Das quatro premiações da noite, três foram para poetas de Lagarto.

Ocorreu na noite de ontem (23), no Teatro Sete de Setembro, o 12º Concurso de Poesia da cidade de Penedo (AL). O festival contou com inscrições de poetas de diversas cidades (a exemplo de Monte Alegre, Japaratuba, Lagarto e do próprio município anfitrião), dentre os quais 12 foram selecionados para concorrer à final. Seria concedida premiação aos três melhores poemas e ao melhor intérprete.

Como já acontece há algum tempo, os poetas lagartenses foram destaque: das quatro premiações, três foram conferidas a poetas de Lagarto. O poeta Jaflety Pedro levou os prêmios de melhor poema e melhor intérprete (com o poema “Estado Bruto”) e César de Oliveira conquistou o terceiro lugar (com o poema “A última gaveta”). A segunda colocação ficou com o poeta Darquiran Costa, da cidade de Japaratuba.

Na edição do ano passado, Lagarto trouxe dois prêmios, o segundo lugar com César de Oliveira e o primeiro com o poeta Afonso Augusto. Vale ainda lembrar que, em dezembro, no 5º festival organizado pela Academia Penedense de Letras, Artes, Cultura e Ciência, o consagrado poeta Assuero Cardoso recebeu duas premiações: uma na categoria Poesia e outra na categoria Conto.

Esses dados só confirmam a tradição marcada por Lagarto nos festivais literários daquela cidade alagoana. Confira abaixo os dois poemas premiados na noite de ontem.

ESTADO BRUTO

Não me cobre o que ainda não tenho
Faltam em mim tantas esquinas.
Até agora só encontro os sonhos
E as enormes vontades
Nesse meu universo em que invento estrelas
E buracos negros.

Já vi e vivi tantas mudanças de rumos
Que o meu lápis se reinventa toda vez
Que versifica a vida.
Nunca cheguei ao extremo de nada
[Ainda me basta essa esperança].

As auroras fazem o homem
E diferente do vinho
O tempo o aprimora e também o mata.
Crescer é morrer aos poucos
Crescer é o fruto de varias mortes.

Meus sonhos estão impregnados de medos
Nada mais natural
Mantenho-os atrás da linha do seguro
Fina e imperceptível linha.
Luta constante em quanto vivo.

Vou aprendendo nos tombos e nas quedas
Nos poemas fracassados
E nos amores diluídos.
Sei que nunca terei a totalidade de tudo que desejo.
Na medida em que amadureço
Meus poemas são outros.

E por enquanto isso é tudo que te ofereço
Meio a contra gosto, é verdade.
E se ainda assim não gostares
Já não tenho nada a ver com isso.

                         Jaflety Pedro

A ÚLTIMA GAVETA

“Inútil reter
a ignóbil mão suja
posta sobre a mesa.”
Carlos Drummond de Andrade, “A mão suja”

A última gaveta
daquela cômoda antiga
guarda tralhas do tempo de desuso –
tempo em que a velhice
determina o que é útil
e nada sobra.
Não sobrando, sobra, porém.
Porque a gaveta guarda,
como o tempo,
o que não guardam os desejos vãos
de concretizações pequenas.

Cartas, retratos, poemas,
mistérios do outono antigo
num tempo que renega às traças
aquilo que o corrói.
Roupas, lenços, lençóis,
tecidos que forram a gaveta,
epiderme imune ao frio, infensa à vida,
mas vulnerável aos ácaros da memória.
Níqueis, balas, calibres,
armas do homem só
contra um mundo vil
que o condena a construir relógios.

A mão suja que abre a gaveta,
tão imunda quanto a de Drummond,
escreveu palavras que não se leem,
construiu imagens que não são vistas.
Fez contas, contas acertou.
Busca entre as coisas velhas
a condição da ordem,
a novíssima ordem,
que trancou a sete chaves
a chave universal

                         do caótico
                         porão do ser.

                         César de Oliveira

 

 

 

 

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